A primeira corrida da temporada resultou num início voador à Ricardo, que junto aos companheiros de equipe Nic Jonnson e Darren Turner, trouxe o carro Krohn 76 para a quarta posição. Antes do início da prova Ricardo teve isto a dizer:
Você é um estreante em Daytona este ano, o quão é intimidante vir ao famoso circuito de Daytona para uma prova tão difícil com 24 horas de duração?
"Estou muito feliz em fazer parte da corrida de Daytona. Para mim é algo bastante estranho porque faz muito tempo que não corro numa prova de endurance. Além disso, não conheço a pista de Daytona, dei umas duas voltas nos testes e bati. Portanto eu não conheço por completo o layout da pista ainda, mas terei tempo de aprender melhor antes do início da corrida. A pista é diferente daquilo que estou acostumado, nunca corri em ovais que possuem características bem diferentes. Daytona é muito famosa, que se vê em filmes ou qualquer outro lugar. A pista o faz sentir diferente, mais do que em qualquer outro circuito.
Como você faz o balanço entre correr para vencer e se posicionar de forma a poupar o carro para a corrida inteira?
"Acho que o mais importante é de fato poupar o carro, assim você tem mais ganhos do que querer atingir o limite o tempo todo.
Podemos ser rápidos sem cometer nenhum erro. Devemos preservar os pneus principalmente."
O quão difícil será partir para uma corrida de grandíssima proporção como a Rolex 24 Horas de Daytona com uma equipe claramente nova - que na verdade você só trabalhou por apenas uma vez antes?
"Não, para mim não chega a ser tão difícil. Contanto que você tenha um bom "feeling" do carro e a equipe, já é o suficiente para estar na jogada. Claro que durante o ano iremos desenvolver melhor o relacionamento com a equipe. Eu conheço David Brown (Krohn Team manager) e Nic Jonnson (companheiro de equipe) muito bem. O mais importante é ter um bom relacionamento com estas pessoas."
Na sexta-feira a equipe conseguiu se classificar na 15ª posição. Ricardo tem isso a dizer:
"Estamos muito felizes com o balanço que temos do carro para a corrida. Acho que a semana tem ido muito bem. Acreditos que estamos numa posição muito boa para a corrida. Todos têm trabalhado muito duro para acertar o carro e deixá-lo balanceado também. Acredito que temos um carro ótimo para a corrida."
Sobre o circuito de Daytona:
"É um circuito difícil de aprender. Eu já pilotei em vários lugares, mas aqui, devido às características singulares, as vezes
não se sabe onde você está na pista, pois todos os setores são muito parecidos. Quando se aproxima de determinada curva, é muito complicado entender em que parte está dela. Quando se acostuma, então está tudo ok. Outra questão importante é em relação aos outros carros, os mais lentos. Eles na verdade não olham muito nos retrovisores, o que torna a coisa um pouco perigosa as vezes. Talvez este seja o grande problema entre os pilotos."
Corrida
Nas primeiras 6 horas, Ricardo liderou a corrida por 30 minutos, tendo que deixar a liderança apenas por uma ocasião, por causa de um pit stop. Ricardo tem o seguinte a dizer sobre a primeira parte da corrida:
"Me diverti bastante. É muito legal pilotar em Daytona. Pra dizer a verdade, só fui aprender o circuito durante a corrida, porque não tive tanto tempo no carro. Eu bati nos treinos e acabamos perdendo alguns dias. A corrida foi realmente muito legal, estou gostando muito disso. Essa é a minha primeira corrida longa de endurance. Os outros pilotos de GT estavam indo muito bem e deixando uma boa linha para mim. Não havia o menor risco. O carro é fantástico, é muito bom de guiá-lo. Eu não exagerei tanto também, estava seguro e bom."
A respeito da liderança da corrida em Daytona: "Quando você está no topo, é muito legal. Acho que ainda há uma longa corrida a se percorrer e então qualquer coisa pode acontecer. De nossa parte da equipe, estamos muito contentes. O carro de fato estava muito bom e os pneus também."
Ricardo ainda voltou ao volante antes da meia-noite, mas acabou com uma falha nos pneus, possivelmente um estouro, há menos de uma hora depois. O problema acabou fazendo-o rodar e colidir com o muro - acarretando em problemas na parte direita da carenagem do carro.
Ricardo tem isso a declarar:
"Não foi fácil, tive um grande problema no pneu. Explodiu próximo de uma curva e acabei batendo ali. Perdi muito tempo e ainda com este problema, então não foi uma boa tarefa."
Resultado final
Ricardo, Nic e Darren conseguiram trazer o carro #76 para a 4ª posição, um excelente resultado para o pessoal e a Krohn Racing - apenas uma posição abaixo do pódio, mas que encheu todos de otimismo para o decorrer da temporada! Ricardo tem isso a dizer:
"Eu comecei o fim de semana com alguma apreensão. Eu tive aquele acidente nos testes e acabei não tendo tanto tempo de prática com o carro. Acabei aprendendo muito do circuito na própria corrida. Eu adorei bastante. Não foi tão ruim quanto imaginamos antes porque os pilotos de GT colaboraram muito bem conosco e nos deixou caminho livre, portanto não houve o risco todo que imaginamos antes. O carro também estava perfeito de guiar."